DMI Daily Comments – 17 de dezembro de 2018

A maioria dos mercados na Ásia fechou esta segunda-feira em alta; Cingapura +1,0%, Tóquio +0,6% e Xangai +0,2% foram destaque. No momento, o dólar perde valor (-0,02%) frente o Iene. O banco central da China (PBoC) comunicou que intensificará o apoio as pequenas/médias empresas (PMEs) do país. A autoridade prevê “avanço razoável” do crédito, das reformas financeiras e abertura (gradual) ao capital externo. E continuará utilizando instrumentos de mercado para apoiar as PMEs. Nesta semana, ocorrerá a conferência econômica central do Partido Comunista da China, em que as metas para 2019 serão discutidas.

Já as bolsas europeias abriram a sessão em queda, principalmente Paris (-0,4%), Londres (-0,3%) e Milão (-0,3%). Ainda assim, o Euro se valoriza +0,2% contra o Dólar, cotado a US$1,1328. No cenário europeu, o primeiro ministro italiano Giuseppe Conte assegurou que a meta fiscal ficará em -2,0% do PIB em 2019, abaixo da proposta anterior (-2,4%). Após meses de negociação, o acordo de Roma com a Comissão Europeia deve ser oficializado já no início desta semana. Na França, ao contrário, a pressão sobre os gastos públicos ficou maior após as concessões oficiais ao “jaquetas amarelas”. O impacto fiscal das medidas adotadas por Emmanuel Macron na semana passada (aumento do salário mínimo nacional e cortes de impostos sobre as pensões mais baixas) foi estimado em -10 bilhões de euros. Isto fez o déficit orçamentário francês saltar de -2,8% para -3,4% do PIB em 2019. Pelas regras da União Europeia, o limite é de -3,0% do PIB; ainda assim, déficits fiscais maiores podem ser tolerados desde que sejam temporários.

Quanto aos mercados americanos, os futuros das principais bolsas exibem variações em torno de zero nesta manhã, vindo de desempenho bastante negativo na última sexta-feira. A expectativa é de que o FED reavalie sua política monetária nesta semana, pausando o processo de alta de juros a partir de 2019.

No Brasil, segundo o painel da Folha, a equipe econômica de Bolsonaro pretende apresentar um projeto efetivo de mudanças previdenciárias até fevereiro de 2019. Os principais pontos da reforma serão “afinados” dentro da equipe, assim como a estratégia de aprovação no Legislativo. O deadline para aprovação seria o primeiro semestre de 2019 e a proposta já apresentada por Temer poderá ser reutilizada. No segundo semestre, haveria espaço para pautar o (novo) regime de capitalização e/ou uma reforma tributária abrangente.

Reportagens mencionam também que o futuro ministro da economia (Paulo Guedes) tem atuado em favor da reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara. Há “convergência” na agendas econômicas de ambos, que enfatizam as reformas estruturais e privatizações. Isto tende a facilitar o avanço da pauta de Guedes no Congresso Nacional. Maia, para se lograr vitorioso, dependerá de votos da esquerda e também da base bolsonarista. O futuro Presidente da República, por sua vez, já declarou abertamente que não pretende interferir nas eleições da Câmara e do Senado, que ocorrerão em fevereiro.

Na agenda de hoje, teremos o PIB mensal (IBC-Br), além do relatório FOCUS (expectativas de inflação) e a variação do CPI/núcleo na Zona do Euro em novembro.