DMI Daily Comments – 13 de dezembro de 2018

Pela sexta reunião consecutiva, o COPOM manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano em decisão unânime. Na visão do Comitê, o quadro doméstico é de recuperação gradual da atividade, núcleos de inflação em patamar “apropriado ou confortável” e expectativas inflacionárias ancoradas. E o panorama externo continua desafiador. As projeções oficiais para o IPCA diminuíram e o balanço de riscos da autoridade monetária tornou a pender para o lado mais favorável. Como conclusão, o Comitê repetiu que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa (taxa de juros abaixo do equilíbrio) e não mais aponta a possibilidade de remoção deste estímulo no horizonte relevante. Desta maneira, avaliamos que a taxa Selic será mantida em 6,50% ao ano até o quarto trimestre de 2019, pelo menos. Mais detalhes aqui.

Quanto aos mercados globais, o sentimento do investidor segue melhorando, o que impulsiona os preços de equities. Na Ásia, o pregão de quinta foi positivo para todas as bolsas da região. Há indícios de que a China voltou a comprar volumes importantes de soja dos norte-americanos nesta semana. Além disso, a entrada de IED na China foi de +US$13,6 bilhões em novembro, acumulando +US$121 bi no ano (+1,1%). Neste ambiente, os índices de Hong Kong (+1,3%), Xangai (+1,2%) e Tóquio (+1,0%) fecharam em alta. E o Dólar se fortalece perante o iene japonês. Quanto ao mercado americano, os futuros de DJ, S&P e Nasdaq oscilam entre +0,1% e +0,4%, sugerindo algum viés positivo para a sessão em Wall Street. A cesta do Dólar (DXY) está de lado (96,96), assim como as cotações do Brent/WTi em $60 e $51 p.b. respectivamente.

As principais bolsas europeias mostram desempenho misto nesta manhã. A menor meta de déficit fiscal na Itália favorece a bolsa local (+0,2%), principalmente o setor de bancos. Por outro lado, as incertezas em torno do Brexit e o fim do afrouxamento monetário do BCE pressionam para baixo as praças de Londres (-0,2%) e Frankfurt (-0,3%). O índice pan-europeu Stoxx600 cede -0,2% e o Euro é cotado a US$1,1378 acima do encerramento anterior.

O Banco Central Europeu (BCE) deve anunciar hoje que o programa de compra de títulos (quantitative easing) será terminado ao final do mês, conforme cronograma já definido. O QE europeu foi lançado em março de 2015 e, desde então, acumulou 2,6 trilhões de euros em títulos do governo e de empresas. Hoje, o ritmo mensal de compras está em 15 bilhões de euros (já foi de 80 bilhões em 2016) e será zerado a partir de 2019.

No Reino Unido, a primeira ministra Theresa May sobreviveu à moção de censura vinda de seu Partido Conservador. Foram 200 votos favoráveis e 117 contrários a sua permanência no cargo e, com isso, May continuará liderando a negociação da saída do bloco europeu, prevista para 29 de março.

Quanto à agenda de hoje, teremos a reunião do Banco Central Europeu (BCE) às 10h45. No Brasil, destaque para as vendas varejistas e as projeções do “Prisma Fiscal”.